
O método junguiano de investigação tenta compreender os símbolos que vêm do inconsciente, entendendo-os como mediadores da expressão humana. Para a compreensão do pensamento, mediante os elementos que nos fornecem as dimensões inconsciente e profunda, são os símbolos os elementos ou ferramentas adequadas para o entendimento, portanto, é o único método adequado para sua compreensão (Nise da Silveira).
A possibilidade de decifrar imagens simbólicas e os arquétipos, que se manifestam nas obras de arte, traz luz sobre as significações, do pensamento do autor.
A psicologia junguiana reconhece na imagem, nas fantasias e nos delírios uma grande importância. Jung vê nos produtos das imagens do inconsciente um espelhamento do que esta acontecendo no espaço interno da psique, sem quaisquer disfarces ou véus; se para nós é difícil entendê-las, não é por serem máscaras de conteúdos reprimidos, mas por se exprimirem noutra linguagem diferente daquela que consideramos única, a linguagem racional.
Pintar aquilo que vemos diante de nós é diferente de pintar o que vemos dentro de nós. O que importa é o indivíduo dar forma, mesmo que rudimentar, ao exprimível pelas imagens carregadas de energia, desejos e impulsos.

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